Edição de 4 de agosto de 1999.

Criação e Edição: jornalista Marilena Braga

A linguagem que ignora a perfeição

Os negócios no Brasil têm sido predatórios no uso da lingua pátria . Mensagens publicitárias sacrificam o bom português na maior falta de cerimônia. A televisão, a música, as conversas entre os chamados executivos ( na verdade há apenas executores e executados) , deixam cada vez mais distante o que se entendia por uma linguagem clara e objetiva. As expressões hoje são impessoais, assépticas, sem calor e intimidade. Um reflexo do frágil equilíbrio entre o conhecimento e o lucro.

 

A indústria que não deu certo

Nos anos oitenta a indústria brasileira chegou a produzir carros de tecnologia totalmente nacional. Mas não chegaram ao patamar de qualidade das fábricas multinacionais. Com a nova fábrica da Ford enfim resolvida para a Bahia, volta à lembrança dos que pesquisam os motivos da fraca intervenção brasileira no setor uma máquina que pretendeu concorrer com o poder das grandes marcas. Quem se lembra do Gurgel? Paulo Polzonoff Jr. refresca a memória sobre a tentativa de evitar as marcas dominantes.