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Edição de 8 de abril de 1999. Criação e Edição: jornalista Marilena Braga



Livros: do papiro à Internet.

O mercado de livros promete movimentar Curitiba da mesma maneira que já sacode outras capitais mais desenvolvidas que a nossa. Mas os livreiros não estão atentos para o mercado paralelo da Internet à sua volta. O desprezo pela comunicação eletrônica pode levar grandes projetos a uma vida curta se a visão cultural se restringir à estreita perspectiva da cidade. A capital do Paraná não é um centro de cultura e tem poucas possibilidades de se tornar uma referência nessa área. Ao contrário do que se propaga, o paranaense não é tímido, é avarento. E a usura não combina com grandes horizontes. Enquanto as "confrarias" pseudo-intelecuais e empresariais - em todas as áreas - persistirem, vamos ser sempre um estado periférico e uma capital com folha morta. A do símbolo e a das páginas literárias.