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Edição de 11 de maio de 1999. Criação e Edição: jornalista Marilena Braga



A quem convém um Brasil ignorante?

A política é uma ciência social. Longe de equacionar dados exatos, repele ou aproxima conforme o grau de envolvimento de cada cidadão. Ao contrário dos países desenvolvidos, no Brasil a escolha não passa pelos formadores de opinião – ainda que a imprensa se acredite decisiva – nem pela classe média desorganizada. É a multidão arrastada pela desinformação que define a vida eleitoral. Sem uma economia viva (que significa emprego, produção, garantias de direitos e cumprimento de deveres) e o respeito à Constituição, fica difícil ao eleitor distinguir a que tipo de político está favorecendo. E até mesmo até onde seus prejuízos são irremediáveis.
 






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Quem diria, o governo é do povo.

Os brasileiros procuram agora seu caminho sem o apoio político. Uma prática comum em países desenvolvidos, mas até hoje desconhecida da população brasileira. Na falta de uma política econômica responsável e eficaz, os brasileiros estão construindo , devagar e cautelosamente entre a classe empresarial , ostensiva e desdenhosamente, nas classes trabalhadoras de baixa renda, um rumo que o comando político do país não encontrou. De tanto pouco fazer, a classe política exauriu-se com o volume de trabalho atual.