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Edição de 14 de janeiro de 1999



Dinheiro, cadê dinheiro? Por ele, o Paraná se vende.

A dívida dos estados passou para segundo plano. A do Paraná supera 500 milhões. A história da dívida é longa e o governo atual está interessado em capitalizar o estado, para enfrentar as folhas de pagamento. A ordem agora é injetar dinheiro no recém-criado Paraná Previdência , um fundo para os salários dos inativos e pensionistas do estado, cerca de 34% da folha de funcionários. Enquanto isso, a polêmica sobre a privatização do Banestado, banco estatal do Paraná, continua. Os bancários da instituição estão fechando uma agência movimentada a cada dia, em protesto pela venda do banco.



Pelo poder as reformas foram sacrificadas. O Real retrocede.

 

Bola da vez ou não, dia 13 de janeiro marca o fim de uma política irreal. O governo é forte, mas a economia é fraca. Quem vive de empréstimos não tem domínio sobre o que administra. Quando os poderes barganham - cada deputado e senador está recebendo 24 mil reais este mês ( 8 de salário e 16 de "ajuda de custos") para votar as reformas pretéritas - fica difícil para o capital estrangeiro, habitual dentro do Brasil hoje, entender o que se passa.