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Edição de 21 de abril de 1999. Criação e Edição: jornalista Marilena Braga



O preço da ambição política

Enquanto os partidos políticos negociam os mandatos dos eleitos no ano passado , e o jogo de interesses norteia as escolhas , a reforma eleitoral está esquecida em Brasília , presente apenas na boca dos que precisam de mudanças maiores do que as que acomodem conveniências políticas. Não há um estudo aprofundado do que é melhor para o retorno à credibilidade dos detentores de mandatos. As diferenças se acirram na sociedade brasileira. E a lei eleitoral não acompanha a realidade do país. Em poucos anos, o custo de olhar o próprio umbigo terá custado caro às ambições da classe política. De momento nada acontece e os partidos continuam desfilando no horário eleitoral gratuito, como se soubessem o por que de estarem presentes na vida da população.
 




Correndo contra o tempo

As palestras invadem a vida brasileira. Ainda bem. Em todos os segmentos, para todos os ouvidos, a motivação é a senha básica para um sonhado desenvolvimento. Mas para sorte do Brasil os meios produtivos estão limpando a baba da boca e esfregando os olhos para a realidade. Na Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo ­ já se debate nação e nacionalismo. A palavra deixou de ser maldita e mal vista.Substitui a antes endeusada globalização. Com quase 500 anos na cara, o Brasil resolveu olhar para suas verdadeiras possibilidades.