A mais antiga resiste e tenta mudanças.

Depois de uma greve que durou três meses, alterando o calendário escolar de milhares de alunos, além dos transtornos na vida dos professores, a Universidade Federal do Paraná completa hoje 86 anos funcionando sem interrupção. Isso faz dela a mais antiga do Brasil. A maioria dos cursos ofertados está sendo atendida por professores substitutos, com salários mensais que não ultrapassam 340 reais. Um espanto. Os titulares estão correndo atrás das aposentadorias, pelas mudanças nas leis da Previdência. O choque entre as cabeças novas e o meio acadêmico já estratificado começa a despontar.

Mesmo com entraves para contratação de novos professores ­ os substitutos desistem logo, pois a demanda de trabalho é grande e o salário ofensivo ­ a UFPR abriu novos cursos no concurso vestibular que acabou na última sexta-feira. Somam 56 os cursos de graduação ofertados , para alunos de todo o Brasil , pois a Universidade é tida como referência entre os estados da região Sul e Sudeste. A UFPR também dispõe de cursos de especialização, mestrados e doutorados . No ano passado o edifício sede da Universidade passou por uma reforma completa em sua fachada, voltando a exibir a arquitetura que faz da Praça Santos Andrade única em representatividade cultural. De um lado a Universidade e de outro o Teatro Guaíra , estilos diferentes mas definitivos dentro de Curitiba.

Nesses 86 anos nunca fechou as portas. Enquanto por alguns períodos as universidades do Rio e São Paulo foram desativadas, a dos paranaenses continuou mantendo seus cursos tradicionais em unidades separadas, custeada justamente por alunos cariocas e paulistas , interessados em não interromper seus cursos. É essa regularidade que credencia a UFPR como a mais antiga do país.





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